quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cessação de expectativas

O estralar sôfrego de seu pescoço quebrando foi a primeira coisa que cortou o silêncio daquele lugar, antes visitado constantemente. Depois, seu rosto macio e perfeito se deturpou completamente em sangue quando se encontrou com o chão duro de asfalto. Seus braços contribuíram com o estrépito que fez seu corpo ao bater com o excesso de violência após o fatídico salto que decidiu fazer. Seu tronco jazia já sem vida, mostrando seus ossos levianos agora escarlates com a poça de sangue que havia feito. Mas antes, durante e depois de sua morte, manteve algo que permanecerá inquebrável, independente da morte ou de qualquer deformação mediante a queda. Seu sorriso tímido e sarcástico que sempre me animava.

Assim morreu a minha esperança.

Um comentário:

  1. Uma violenta e bem narrada morte da esperança. Achei fabuloso, sem mais.

    ResponderExcluir